segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Decepção
Se isso fosse verdade, conhecimento seria melhor e mais aproveitado.
Ao contrário disso: vivemos num país sem furacão, terremoto ou maremoto, neve, tsunami ou acidente nuclear; temos sol, chuva e terra fértil o ano inteiro e, contudo, desperdiçamos nossas forças e potencial sonhando em jogar bola, entrar num reality show ou ganhar dinheiro fácil. O resulto é óbvio e ululante, tornamo-nos uma sociedade deficiente, com poucos médicos e bem formados, poucos engenheiros e bem formados, poucos profissionais que elevem o nível do nosso país e bem formados. Hoje, percebo que tudo e qualquer coisa é mais importante numa sala de aula, menos o conhecimento que ofertamos, o desbravamento de um admirável mundo maravilhoso.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Decepção 2
Curioso notar o quanto o brasileiro "diz"
que educação é importante.
que educação é importante.
Se isso fosse verdade, os estudantes brasileiros seriam mais dedicados, menos preguiçosos e reclamariam menos.
Ao contrário disso: alunos que vêem um professor de ciências entrar na sala de aula e logo dizem, "ah, que chato". Depois o professor de inglês e, adivinhem, "ah, que chato". Então outros e outras matérias, e a mesma reação: "ah, que chato". Aí correm para suas casas confortáveis (cada um na sua realidade e proporção) e passam horas no internet, assistem filmes com efeitos especiais inacreditáveis e pensam: "nossa, como será que isso é feito!" Adivinhem, caros alunos? Alguém certamente estudou muito a parte "chata" da coisa para realizar um grande feito...
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Decepção 3
Curioso notar o quanto o brasileiro "diz" que educação é importante.
Se isso fosse verdade, os livros e materiais didáticos seriam muito, mas muito mais interessantes. Qual o problema em usar games, jogos e calculadoras em sala de aula? Há filmes, documentários, livros e toda uma sorte de materiais diversos que são bem mais atraentes aos jovens estuantes.
Ao contrário disso: experimente só colocar essas ideias às escolas e a alguns pais... O que se ouve é o de sempre: deu "certo" até hoje, pra quê mudar? Pior ainda: "na minha época"...
(Eu sonho com uma "escola de rua", onde alunos e professores marquem via Facebook local, hora e objetivo. Uma verdadeira pesquisa de campo.)
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Decepção 4
Curioso notar o quanto o brasileiro "diz" que educação é importante.
Se isso fosse verdade, os diretores de escola seriam menos condescendentes. Explico-me: a minha rotina pessoal em escolas de periferia (pública e também privada) mostrou-me com muita clareza que o "pulso firme" faz a diferença. Isto é, um diretor e coordenadores presentes, ativo e cumpridor dos seus deveres, elevam e muito o nível da qualidade de trabalho de professores e, consequentemente, o melhor aproveitamento dos alunos.
Ao contrário disso: vejo colegas professores tentando "derrubar" diretores de escola e coordenadores pedagógicos a todo o instante. Trabalhei em escola onde professores incitavam alunos contra a direção, para que houvesse quebra quebra e depredação, pura e tao somente por divergências mínimas. O brasileiro não é bom, efetivamente, em lhe dar com a crítica profissional.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Decepção 5
Curioso notar o quanto o brasileiro "diz" que educação é importante.
Se isso fosse verdade, os blogueiros e formadores de opinião construiriam uma frente ampla de reivindicações e de extensa fonte de informações para o público: pais, estudantes e sociedade em geral teriam um manancial de referências honestas e não ideológicas, afim de entender onde, quando e como estamos em nossa sociedade. Apenas a informação salvará a educação, e a educação sozinha não resolve nada. Ela precisa ser direcionada e possuir boas intenções para o todo. Pena que no Brasil ela serve apenas de plataforma para programas políticos, de TV e bate papo sociológicos de 30 minutos em TV a cabo.
Ao contrário disso: vivemos numa época em que vídeos engraçadinhos têm bilhões de acessos, de importância e de relevância. Ou o "eliminado" da semana que discursa agradecendo a deus, a Zeus e a toda sorte de bobagens que não caberiam aqui. A verdade é que todos nós já fomos eliminados há tempos, e nem notamos.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Decepção 6
Curioso notar o quanto o brasileiro "diz" que educação é importante.
Se isso fosse verdade, o Estado teria um "plano de estado" para a educação (não um plano de governo), algo que tenha em vista o desafio de ao menos 20 anos à frente.
Ao contrário disso: cada governante que entra dedica-se muito mais em refazer e recomeçar seu próprio "projeto de governo", "projeto de poder", despejando caminhões de dinheiro em projetos dúbios e puramente eleitoreiros. Nós, de cá, assistimos a tudo passivamente. Como sempre.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Decepção 7
Curioso notar o quanto o brasileiro "diz" que educação é importante.
Se isso fosse verdade, o eleitor cobraria do Estado as suas obrigações. Votamos em candidatos e promessas (chamadas de propostas) e, no entanto, ao final de 4 anos lembramo-nos de conferir o set list do que foi ou não cumprido?
Ao contrário disso: somos obrigados a conviver com puxa sacos partidários, sindicalistas e papagaios de pirata de toda sorte, bradando em nossos ouvidos que eles têm a solução, o conhecimento e o caminho certo para as nossas principais demandas.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Decepção 8
Curioso notar o quanto o brasileiro "diz" que educação é importante.
Se isso fosse verdade, os pais e responsáveis atuariam mais e melhor junto a escola de seus filhos. Mas é lógico que tem sempre um chato (que não frequenta o ambiente escolar, nem público e nem de periferia) trazendo velhos argumentos retorcidos, e alegam que os pais não têm conhecimento e discernimento suficiente para tal. Não concordo.
Ao contrário disso: por todos os contatos pessoais que tive, observei que a maioria não se importa mesmo. Para estes a escola é quem deve responsabilizar-se, sozinha, por todas as demandas de formação desses jovens e crianças. Assim fica impossível.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Decepção 9
Curioso notar o quanto o brasileiro "diz" que educação é importante.
Se isso fosse verdade, os meios de comunição dedicariam menos tempo de sua audiência para reality shows e futebol, a despeito de um debate amplo e eficiente sobre o conhecimento, estudos e formação.
Ao contrário disso: vemos uma ode descomunal ao NADA, ao efêmero e (principalmente) ao que traz somente lucro e status. Estamos realmente perdidos.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Decepção 10
Curioso notar o quanto o brasileiro "diz" que educação é importante.
Se isso fosse verdade, os próprios professores se uniriam um pouco mais para reverter o caos dos nossos dias.
Ao contrário disso: debatem entre si com a mesma ferocidade que o Estado nos debela. O resultado é óbvio, em terra de olho por olho todos ficamos cegos.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Virtual?
A diferença entre termos. A diferença entre vidas e a informação que não utilizamos.
A simples diferença entre um e outro termo, e a inexplicável confusão que esta causa, mostra o quanto o vestibulando médio esta despreparado.
Ouvi de alunos prestes ao vestibular essa e outras dúvidas primárias como se fossem abismos intransponíveis . Mas não o são. Elas apenas mostram o tipo de dificuldades que pairam sobre estudantes desmotivados, despreparados e socialmente alienados. Um bom livro, jornais, revistas e o hábito saudável de informar-se e de opinar solucionariam dúvidas assim. Pois, do contrário, como contextualizar a oposição entre vício e virtuosidade?
Ouvi, aliás, que virtuoso tinha que ver com virtual. Expliquei que não. Insisti. Mas e difícil fazer-se entender. Alguns termos e expressões significam mais que a própria palavra. E expressões e significados mais complexos aprende-se sob um conjunto imenso de conhecimento, não apenas com dicionários, sinônimos e antônimos.
Decepciona-me que jovens não apenas não compreendam tais significados absurdamente simples, mas, que, possuindo tantos meios possíveis para tal, os dispensem como a um arquivo de MP3 indesejado.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Mérito?
SISU (parte 1)
Pode não ser o modelo ideal (talvez este nem exista) mas garante uma justiça inicial: a do mérito.
O SISU (sistema de seleção unificada) garante a oportunidade de qualquer aluno, de qualquer lugar do Brasil, candidatar-se à uma vaga em todas as universidades federais do país apenas com a sua nota do ENEM. Problemas à parte, a vantagem esta naquele que é um dos maiores fantasmas do nosso sistema educacional: o do mérito.
Há alguns anos vem repetindo-se a ideia de que todos os alunos devem ser tratados de igual maneira (concordo) sob a premissa de que todos devem ter as mesmas chances (também concordo), mas na prática os professores sabem que isso tudo é muito diferente. Todos têm a mesma chance, em tese, mas os diferentes níveis de instituições de educação (pública e privada) nos mostram que a disparidade é assustadora. Tanto, que temos uma competição não ampla e irrestrita, mas uma competição entre iguais. E é nesse ponto que o aprimoramento do SISU, ao longo dos tempos, poderá equilibrar essa balança de vantagens e desvantagens.

Ao inscrever-se no Sistema o aluno compete apenas com os seus semelhantes, literalmente, seja ele negro, oriundo de escola pública, de baixa renda ou nenhum desses. O estudante disputa uma vaga apenas com os seus iguais. Se não é negro, não estudou em escola pública e tem uma renda familiar "decente", concorre com outros em igual condição.
Apesar das muitas discussões e ideologias envolvidas, é preciso salientar o ponto positivo do mérito! Todos, indistintamente, têm que obter uma nota mínima e condizente com o nível exigido para ingressar numa Universidade Federal. Negros, brancos, ricos e pobres precisam estudar muito para alcançarem seus objetivos. A "cota", sozinha, não garante e não oferta vagas a qualquer um. Ao contrário: a quantidade de candidatos que optam pelas modalidades ditas "afirmativas" são imensas! Arrisco-me dizer que é a maioria, dada a maior quantidade de alunos pobres e que se auto declaram "pretos" existentes no Brasil. Portanto, segue-se uma disputa e persegue-se o merecimento: nada mais justo.
Mérito. Essa é palavra.
Caos distante.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
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