quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Prova (Parte 1)

Se o sistema nos corrompe, o que então nos resta?

               
               
               É curioso notar o quão seres humanos são semelhantes e, contudo, mal se nota.
               Hoje me deparei com uma realidade: tudo o que de melhor e mais importante aprendemos ao longo da vida, foi conquistado fora da escola. Especialmente para quem tem 25 anos de idade ou mais...
              Vou tratar melhor acerca do assunto em post's futuros. Todavia, assusta-me concordar que o ambiente escolar (o lugar onde trabalho e passo quase 12 horas do meu dia) é nada mais que um ponto de encontro obrigatório... Um lugar onde tudo importa menos o conhecimento, os saberes científicos, humanos etc. Triste. Caos.




terça-feira, 12 de novembro de 2013

Crenças (Parte 5)

Quando o conhecimento científico e a lógica são descartados, o que nos resta é a barbárie, o abismo profundo da fanatismo e a não evolução. Quem estiver disposto, que se aventure. Eu não.


(Richard Dawkins: professor, biólogo, evolucionista e ateu)


               Havia um tempo em que pessoas morriam se não aceitassem uma crença, se a negassem ou se propagasse ideias contrárias aos seus interesses. Hoje, contudo, a desfaçatez embute-se em ideias estúpidas e pouco inteligentes. Mas que incutida no inconsciente coletivo, parece-se tanto com uma verdade absoluta tanto quanto o luz do dia.
               Isso ocorre, por exemplo, quando falamos de temas genéricos tais como o poder dos médicos: quando o paciente é curado, diz-se que foi a mão de deus. Quando o paciente morre, é incompetência mesmo.
               Basta assistir aos programas religiosos diários de TV para notar o quão ignorantes ainda estamos, e o quanto o povo ainda é carente de cuidados específicos de saúde, segurança e moradia (entre tantos). Mais ainda: é carente basicamente de conhecimento acerca do mundo que os cerca. Uma pessoa bem esclarecida nota que a total ausência de lógica nas justificativas religiosas são, no mínimo, grotescas.
              Há duas semanas um aluno desabafou a sofrimento e a agonia de sua família, pelaquerida  avó enferma, e os esforços e súplicas religiosas para que ela melhorasse. Explicou com detalhes as correntes de orações, madrugadas após madrugadas, bem como o dízimo, o líder religioso, as dores, as tristezas, os sentimentos a flor da pele e toda a angústia familiar em volta da anciã enferma. Pois, para deus, nada é impossível - ele ratificou
             Dias atrás o aluno faltou algumas aulas e, quando reapareceu, comentou do falecimento da avó. Seu desencanto e sua imensa consternação me tocaram. Senti por ele. Pela esperança desfeita. Ele estava de fato muito transtornado.
             - Pedimos tanto por ela e não fomos ouvidos! O que você acha, professor? 
             Eu não lhe disse nada. Não me senti nesse direito. Às vezes é melhor deixar que cada um aprenda com suas próprias tragédias pessoais.
              - Minha mãe disse que essa foi a vontade de deus. Mas por que, então, tivemos que rezar tanto se deus havia decidido tudo?
                Eu sorri. De certa forma ele já havia descoberto a resposta: a única coisa que realmente nos cerca é caos.





                  
              

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Crenças (Parte 4)

Crer e dizer. Não crer e calar-se? Como assim?



            É curioso (para não dizer ridículo) o quanto a hipocrisia esta impregnada nos conceitos e em nossas relações sociais. 
            Explico-me: muitos professores têm suas crenças e seguem (ou não) religiões de variados tipos e denominações, como qualquer outro profissional, e é aceitável que este fale aos alunos sempre que indagado acerca dos dogmas que segue, do feitos e detalhes de sua religião em específico etc. Ninguém reclama se este chega a professar sua , testemunhar as vantagens do seu padre, bispo, apóstolo ou pastor. Nem pais, nem direção, nem alunos, ninguém se queixa. Contudo, a mesma naturalidade se dá quando um professor se confessa não crente, descrente ou ateu? Posso atestar que não...
           As melhores reações vêm sempre dos alunos (claro), e destes as perguntas e indagações mais interessantes ainda surpreendem mais. Jovens têm maior facilidade em compreender o diferente. Oposto aos que há décadas já estabeleceram seus parâmetros os declararam imutáveis e irremovíveis. Contudo, a indagação persiste incômoda: se um professor pode declarar sua fé, outro pode também declarar o seu ateísmo? O fato de crer ou não em deuses faz dele um profissional pior ou melhor? 
           Ainda me assusto com as caras e bocas, despropositadas na maioria das vezes, quando recebem a notícia de que alguém não crê. Não por uma decepção específica, um trauma ou coisa que o valha. Mas pura e simplesmente porque este assim o deseja e deliberadamente o decidiu. Mais ainda: num tempo em que se diz tanto sobre a integração, compreensão e aceitação do outro, do diferente, é inacreditável como temas e tópicos feito o ateísmo (por exemplo) ainda despertam fúrias descontroladas de estúpidos fanáticos e desinformados. Uma pena, realmente.
           Minha esta no caos.
            






domingo, 10 de novembro de 2013

Não é brincadeira! (parte 65)

Da série "escola não é brincadeira":


(Concordo)





sábado, 9 de novembro de 2013

Não é brincadeira! (parte 64)

Da série "escola não é brincadeira":



(Se deu mal, Calvin)








sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Crenças (Parte3)

Richard Dawkins, socorra-nos!




             O professor, biólogo e evolucionista Richard Dawkins (por um acaso, também ateu) trava já ao longo de muitos anos uma verdadeira batalha para assegurar o ensino técnico-científico em escolas públicas de todo o mundo. Especialmente em entidades de ensino britânicas, de onde o ele é. 
             Lá, como em outros lugares, omite-se propositalmente as descobertas acerca da evolução das espécies, tratada na obra principal de Charles Darwin, em nome de crenças outras que a este opõem-se radicalmente. O prejuízo, lógico, é o da evolução do conhecimento...
             São notórios na internet os vídeos e documentários do biólogo evolucionista sobre o tema, onde o mesmo bate muito (e sem dó) principalmente nas crenças monoteístas dominantes de todo o mundo, a despeito do imenso desconhecimento histórico científico que isso pode nos causar. E, para ser enfático, concordo em número, gênero e grau com ele.
             Crer, antes de mais nada, é um gesto íntimo, pessoal e inalienável. Todos têm esse direito e assim o deve ser. Mas esse direito não pode sobrepor o conhecimento técnico, baseado em observação, experimentação e interpretação, para ensinar-se nas escolas exatamente o seu inverso.
               Se alguém deseja crer que o mundo não tenha mais que 5 mil anos de idade, tudo bem. Se esse mesmo alguém for professor, for responsável por propagar o conhecimento, e ainda assim deseja negar as evidências científicas, então temos um grave problema. Pois, como já disse, o risco é do retrocesso.
               Pior: o risco é o do fundamentalismo religioso. Já que é sabido a visão e a opinião destes acerca do aborto, homossexualismo, entre outros (totalmente inverso à realidade crítica atual, aliás).
              Qualquer outro conhecimento que não o histórico científico (sem comprovações) até pode ser ensinado, sim, para crianças, mas fora das escolas (e sem dinheiro público, de preferência). Mas o caso é que Religião não é para crianças. Política não é para crianças. Economia, Filosofia e Sociologia também não são para crianças. Como o Caos não é para crianças.





quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Crenças (Parte 2)

Evolucionismo ou o quê?



           Me assusta a ideia de que a crença religiosa (seja ela qual for) possa se sobrepor ao conhecimento científico, às descobertas seculares e as verificações históricas que dispomos.
           Vivemos num país laico, livre e todos têm o direito à crença. Contudo, é pavoroso observar professores de ciências, biologia e afins que omitem propositalmente tópicos científicos (como a teoria da evolução, por exemplo) a despeito de crenças íntimas e pessoais, como o fato de a Terra ter sido criada em 7 dias.
           Que se conteste a existência exata dos Dinossauros (extintos há centenas de milhões de anos) ou a evidência científica de um ancestral comum que ligam os seres humanos aos símios, vá lá (ou não), mas é inegociável que se evidencie sim as descobertas e a história do conhecimento científico ao longo da humanidade para jovens estudantes... 
           Pois, como se sabe, esses mesmos conhecimentos e descobertas nos trouxeram até aqui, nos fizeram avançar e evoluir (socialmente falando), e nos permitiram o avanço médico de que dispomos, além da cura de doenças e a eliminação de crenças obsoletas, estúpidas e estapafúrdias (a catalepsia e a lepra, por exemplo, eram consideradas "maldições" ou coisa do gênero).
            Hoje, negamos a evolução em troca de crenças outrem. Amanhã, permitimos a exclusão daquilo que não for mais conveniente ensinarmos nas escolas, como a Filosofia clássica, o raciocínio lógico etc. É um perigo, ainda mais, para quem consegue olhar pelo espelho retrovisor e recordar facilmente os dias de opressão, decapitação e as "fogueiras" de bruxas
            Eu, de minha parte, acredito mesmo é no caos.






quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Crenças (Parte 1)

O que faz de uma pessoa um bom professor?



           Ao longo desses anos tenho observado toda a sorte de colegas professores, dedicados ou nem tanto, além dos despreparados, desmotivados e os completamente desinteressados pela própria profissão.
           É assustador notar que esses profissionais são responsáveis pela formação e pelo despertar intelectual da massa futura do Brasil... Quase todos os dias vejo e ouço asneiras inaceitáveis, bobagens inimagináveis e toda uma gama de profundo desconhecimento desses sobre o que é (e do que deveria ser) uma escola.
           Concordo que os baixos salários atraiam justamente os profissionais menos qualificados (pessoas com a mesma formação em outras áreas ganham melhores salários quando estão fora da Educação), entretanto, era preciso que estes ao menos se conscientizassem do importante e fundamental papel que desempenham. Ganhar pouco, nesse caso, não é desculpa para um péssimo trabalho.
           A maioria das pessoas nem imagina o quão despreparados parte significativa de professores e professoras entram em salas de aula, especialmente no extremo da periferia, onde os mais qualificados e especializados não chegam. Pior: a atitude destes é por vezes deliberada e proposital. É comum notar professores “enrolando”, “enchendo linguiça” ou mesmo entulhando alunos de cópias de livros didáticos só para passar o tempo, e durante todo o ano letivo.
          A minha postura crítica (essa que faço agora, por exemplo) é, antes de qualquer coisa, mal vista e desaprovada pela maioria dos meus colegas (claro). Todavia, como pai de filhos também estudantes de escola pública e professor apaixonado pelo que faz, sinto-me profundamente agredido por essa situação. Dialogar com essas pessoas é impossível. O profissional brasileiro em via de regra não gosta de receber uma crítica, de ser avaliado ou de receber “um toque”. E tudo segue-se na mais perfeita harmonia propícia para o caos: professor despreparado e desmotivado; aluno mal formado. 






terça-feira, 5 de novembro de 2013

Doce Novembro

Qual o sentido da vida?



          Essas e outras perguntas foram feitas a alunos de várias idades, repentinamente, sem que tivessem muito tempo para pensar. Após alguns segundos e minutos, então, as ideias começam a fluir. E é como água caudalosa rio abaixo...
          Jovem age jovem em qualquer época, pude aprender isso com total facilidade.
          Seus anseios e suas indagações são as mesmas de antigamente, independem de tempo local, e no fundo todos queremos a mesma coisa: um pouco de paz, alegria e encontrar a felicidade.
          Em posts futuros trarei minhas impressões acerca dessas e de outras discussões (em plena aula de matemática) e do quão surpreendente podem ser uma conversa franca e aberta, honesta, justamente numa época em que imperam egoísmo e individualismo.
          Qual o sentido do caos?





segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Halloween

Abóboras, caos e delinquência cultural.



             É curioso como o brasileiro ainda se entusiasma com a cultura alheia, com os personagens alheios, e dedica tempo, dinheiro e energia à estórias que nada tem a ver conosco. É por essas e outras que os americanos dominam todo o mundo: afinal, eles nos venderam o seu estilo de vida, seu modo de viver, suas crenças e seu próprio folclore.
             Oras, que tem a ver o Halloween com o nosso povo, nossa história e nosso próprio folclore, aliás? Que há de errado com o nosso folclore? O Saci e a Mula sem cabeça, o Curupira e tantas outras estórias já não são mais do que suficientes?
             Entendo todos esses conceitos de cultura e de aculturação (um processo complexo onde um povo recebe influências profundas de outrem, etc., etc., etc.). Contudo, ainda penso que se poderia incentivar a prática e o profundo conhecimento dos nossos próprios personagens folclóricos, nossas estórias, e a história contida na trajetória desses. 
             Receber influências externas cegamente, de outros países com suas culturas impostas, é tão saudável quando beber detergente líquido. Pior: fomentar apenas esse viés é tão maléfico quanto. Há mais riqueza em nossa própria cultura quanto em qualquer outra. Entretanto, persiste ainda o mesmo modus operandi de sempre: o complexo de cachorro vira lata do qual Nelson Rodrigues tanto falou. A ideia de que a grama do vizinho é mais verde que a nossa permanece: a cultura de países desenvolvidos nos parece melhor e mais aprazível que a nossa própria...
             Enquanto isso, o caos fantasia-se de vela dentro de uma abóbora.









domingo, 3 de novembro de 2013

Não é brincadeira! (parte 63)

Da série "escola não é brincadeira":


(Concordo)













sábado, 2 de novembro de 2013

Não é brincadeira! (parte 62)

Da série "escola não é brincadeira":


(Ouço isso todos os dias)








sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Aniversário







Agradeço a todos os
desocupados 
que me deram os Parabéns.

Grato!






quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Enem 2013

Da série: "Vestibulares que não fazemos por aí".

(Parte 4: O pós prova):




(Você com certeza nunca mais vai esquecer dele)


             O mais curioso (ou não) é a "ressaca" pós prova. E, como em toda ressaca, sobram arrependimentos e faltam respostas.
             O meu papel (o de chato) é revisar cada questão novamente e repercutir todas as alternativas. Afinal, não há nada na prova que já não tenha sido estudado, exercitado, etc.
             É isso. Caos anual, em dois dias de provas, com quatro horas de duração mínima.






quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Enem 2013

Da série: "Vestibulares que não fazemos por aí".

(Parte 3: O pós prova):


Ou não.


             Estudante é tudo igual, muda apenas de escola, idade e sexo: 
             - Professor, eu quase acertei a questão!
             - Não, você errou a questão.
             - Mas eu cheguei perto!
             - Não, você errou a questão...
             - Eu sabia a resposta, só errei a alternativa. Entendeu?
             - Não. Você errou a questão, é estupido e vive de ilusões. Entendeu?

             É assim. É caos pós Enem.







terça-feira, 29 de outubro de 2013

Enem 2013

Da série: "Vestibulares que não fazemos por aí".

(Parte 2: Candidatos):

Ou não.


            Qual seria a melhor forma de admitir estudantes nas universidades? Gosto de debater com os alunos essas (e muitas outras) questões acerca do assunto.
            Uma coisa é certa: o sistema atual não é perfeito (nenhum será jamais) e não significa que os "melhores" candidatos sejam de fato os escolhidos.
            E aqui faço uma crítica (e uma auto crítica) às escolas e colégios, públicos e particulares: os alunos são tratados com isonomia (igualdade) e são colocados quase que completamente num mesmo nível, num nível burro e comum, que os fazem pensar por anos que todos têm as mesmas chances. E isto, para ser honesto, é um erro brutal
             Basta ver que em todas as provas externas de seleção ninguém é tratado como igual, nunca, e (ao contrário) há um processo de seleção rígido, rigoroso e extenuante. A única igualdade que existe é a liberdade de acesso e de oportunidades; toda e qualquer pessoa tem a chance que candidatar-se. E só. Pois apenas a ínfima minoria passará pelo crivo dos testes mais difíceis. Somente aqueles que tiverem a melhor e mais profunda preparação...
             
             Falo com os alunos, constantemente, acerca da não igualdade que há entre eles. Repito e repito: eles não são iguais, não têm as mesmas qualidades e capacidades, não possuem as mesmas potencialidades, e não serão tratados com igualdade no mundo lá fora
             Nenhum selecionador do RH de uma empresa, por exemplo, escolherá um currículo pela simpatia ou porque um candidato é "esforçado". Ser esforçado é pouco! É nada! 
             Contudo, penso que um menino ou uma menina pode ser "treinado" na escola desde cedo a ser médico, dentista ou advogado (por exemplo) desde muito cedo, desde a pré escola (ou antes). 
            Alunos com extrema capacidade de leitura e interpretação de texto, por exemplo, terão maior facilidade em determinadas profissões, e podem ser estimulados desde sempre (devem, na verdade) nessa mesma direção. Outros alunos que têm maiores facilidades com cálculos, ou com biológicas, seriam encaminhados à essas profissões
            Entretanto, o que fazemos? Entulhamos a todos numa única sala de aula, ensinamo-lhes uma infinidade de conteúdos complexos e distantes da nossa realidade (e a maioria desnecessários) e fingimos assim que todos aprendem. E cobramo-los em exames e vestibulares que decorem isso e aquilo. Mas, todavia, como se faz um bom Engenheiro? E um bom Professor? Como se forma ou se molda um profissional de primeira qualidade? Um profissional feliz?
            Com certeza, a resposta não esta em nenhum desses testes e exames. Talvez esteja no caos. Ou no futuro, onde as respostas estão.











segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Enem 2013

Da série: "Vestibulares que não fazemos por aí".

(Parte 1: Sete milhões de inscritos. E?):

Ou não.


          O Enem tornou-se mais um evento importante na vida dos estudantes brasileiros. Vejo e revejo essa mesma história todos os anos: mentes aflitas, revisão em cima de revisão, e o caos ameaçando a todos. Mas isso, sejamos sinceros, ocorre com a minoria.
          A maioria dos estudantes de Ensino Médio pouco liga para o Enem. Se isso não fosse verdade, eu teria (por exemplo) uma média um pouco melhor que os 18% de inscrições realizadas dentre os alunos que leciono. Todo o resto não se importou sequer em inscrever-se (mesmo nos casos em que a taxa era gratuita).
          O número estrondoso de 7 milhões de inscritos reflete (e corrobora) algo que venho dizendo aqui há algum tempo: a maioria dos jovens e adultos que realmente busca algo, uma profissão ou educação qualificada, o faz por necessidade e por um amadurecimento posterior. Coisa que somente a idade é capaz de trazer. 
          Isto é, ninguém é capaz verdadeiramente de encontrar o início do seu caminho profissional aos 17 anos de idade.
          Vejo esses jovens decorando fórmulas (sem compreendê-las completamente) e buscando "macetes" para acertar o maior número de questões possíveis. E isso é o Enem. E esse é o nosso processo de admissão de jovens estudantes às universidades de todo o país. 
          Mas será o jeito melhor? Será o jeito menos pior? 
          Uma coisa é certa: nenhum desses candidatos busca o conhecimento qualificado (ao menos a maioria) e sim uma forma rápida de conseguir um diploma importante. Apenas isso. Apenas caos.









domingo, 27 de outubro de 2013

Não é brincadeira! (parte 61)


            Da série "escola não é brincadeira":



É o que eu também penso!

sábado, 26 de outubro de 2013

Não é brincadeira! (parte 60)


            Da série "escola não é brincadeira":



Obrigado por nada, querido caos.








sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Inclusão

Somos realmente capazes de cuidar de crianças especiais?




           A escola prima por incluir alunos com algum tipo de deficiência (os dito alunos especiais, com necessidades especiais), contudo, nenhum de nós professores tivemos ou temos qualquer preparação para lhe dar com esse tipo de situação. Tenho alunos nessa situação que, eventualmente, tomam atitudes mais agressivas com os colegas e, nesse instante, pergunto-me qual seria a reação correta. A resposta, claro, é que eu não sei o que fazer.
           Não basta salas superlotadas. Não basta a absoluta falta de estrutura. Nem a falta de uma mísera máquina de xerox. Nada disso é precariedade suficiente. É preciso ainda que haja dificuldades maiores, complexas e adversas. Sinto-me impotente para lhe dar com os alunos regulares (sem nenhum tipo de necessidade especial) com desinteresse extremo de sempre, o caos quotidiano, etc. Pior ainda é ter que retribuir às expectativas de pais e mães acerca de filhos com capacidade limitada, com necessidades diferenciadas e uma ansiedade acima do aceitável.
          Seja lá como for, o resultado de tudo isso não será nada bom. O caos, olhando-nos à espreita, espera que prossigamos assim: piorando tudo e contribuindo para a anormalidade.