
sábado, 11 de agosto de 2018
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
Escola é depósito de pequenos seres humanos em desenvolvimento
Reunião de pais em escola pública de periferia é sempre uma combinação inóspita de pessoas simples, apressadas e desinteressadas. Já entram avisando que têm pressa, que estão indo para o trabalho ou que estão no meio dele. A maioria querem apenas "assinar" a lista de presença. Na maioria das vezes evito longas divagações acerca das necessidades dos alunos (seus filhos) e tento ser o mais sucinto e objetivo possível, tentando tirar deles o que é realmente possível: consciência.
Nenhum pai ou mãe fica insensível quando o professor argumenta que seus filhos são outras pessoas quando estão longe da casa e do olhar condenatório de seus responsáveis. Posso sentir o frio na espinha de cada pai, mãe, avô e avó me olhando nesse momento. Eu então tenho a atenção plena pelos próximos minutos. É tudo o que preciso para criar um vínculo e conquistar confiança e cumplicidade.
Não temos verbas, não temos equipamentos, nem banheiros decentes, nem alimentação decente (somos o Estado mais rico da nação, é sempre bom lembrar) e não temos nem mesmo famílias conscientes que saibam o quê, onde e como cobrar melhorias; os seus direitos mais básicos. Temos o caos à nossa volta tomando tudo, nos abraçando dia após dia. Outras duas alunas estão grávidas nesse semestre, nada podemos fazer quanto ao esclarecimento de meninos e meninas sobre a proteção sexual de forma incisiva. Menos ainda sobre drogas lícitas e ilícitas. Qualquer profissional que tente, por mais bem intencionado que esteja, seria rapidamente acusado de incentivo, incitação ou apologia. E é por isso que o pouco de atenção que conquisto numa reunião, mesmo que por cinco ou seis minutos, é extremamente valioso e importante. E eu os uso com eloquentes pedidos de parceria, vigilância e participação na vida escolar desses pequenos.
Na saída, é comum pais, mães e avós pedindo meu telefone pessoal para contato direto. Querem estar mais perto da educação dos filhos, apesar da pressa.
Caos, escola é importante para você?
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Teatro nem é tão importante assim...
Poucas coisas evidenciam tanto a exclusão racial quanto situações assim. Em tese, não haveria razão para não haver negros no espetáculo, as entradas eram extremamente baratas, o acesso é livre e irrestrito, qualquer um poderia entrar. Todavia, há ainda uma barreira social e/ou cultural que os impede de ascender também à uma rotina erudita. Não há nesse público alvo o interesse e/ou conhecimento acerca da sua importância. Pior: tudo o que se faz é alimentar o estereótipo de que refino e sofisticação pertencem apenas a um determinado perfil da sociedade (especificamente onde os negros não estão).
Como professor da rede pública, pobre, assalariado, mas ainda assim branco, reconheço que passo batido nesses lugares sem ser notado. Não sei como é estar na pele de uma pessoa negra e de repente se tornar o alvo de todos os olhares. Mesmo assim isso tudo me deprime. Do lado de fora de ambos os teatros (um num shopping center sofisticado e outro no Centro Cultural Banco Brasil-SP) pessoas de todas as cores e etnias circulavam tranquilamente. Dentro da casa de espetáculo, porém, uma predominância caucasiana incomodou este que vos fala.
Nos dias seguintes expus aos alunos minha experiência e frustração, muitos meninos e meninas negras me ouviram, outros tantos pardos, indígenas e brancos também. Nenhum deles jamais frequentou um espetáculo teatral (eles têm entre 11 e 15 anos) nem seus pais, e nem os pais de seus pais. A maioria não terá qualquer chance se nada for feito, se tudo continuar como esta e a mesmice sobreviver. Ouviram-me atenciosos, educados e compreensivos (tenho a sorte de ter alunos muito inteligentes e dedicados) mas é certo que a maioria não entendeu nada da minha angústia. Isso é coisa de velho que tenta conscientizar o jovem pelo tempo perdido. Às vezes tudo isso me parece em vão, isso sim.
O caminho a ser percorrido é longo, demasiado cansativo e delicado. Requer uma capacidade inacreditável de boa vontade política, de demagogia zero e de consciência plena. De conhecimento e reconhecimento étnico, social, educacional, de amor próprio. Uma dívida histórica que levaremos ainda alguns séculos para pagar.
Caos, qual a sua cor?
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
Geração Smarphone

Hoje uma professora desabafou sobre o descaso de muitos alunos. O desinteresse e a completa falta de compromisso com os estudos de parte significativa dos estudantes é abissal.
Vivemos tempos de alguma fartura e conforto, se compararmos ao passado terrível do nosso país, mas nada disso se transforma em melhoria dos índices, em aprendizado ou mesmo comprometimento desses jovens e suas famílias com os estudos. Pelo contrário, avançamos muito pouco ou nada realmente.
Atualmente alunos da rede estadual (especificamente SP) recebem um kit de material escolar completo no começo do ano letivo, algo completamente impensável em décadas passadas, quando a miséria e a evasão escolar eram absurdas. Recebem, ainda, livros específicos e uma apostila para cada disciplina a ser estudada. A quantidade de material (pelo menos em papel) é grande e suficiente para pelo menos começarmos. Contudo, há ainda o desinteresse. O conteúdo é tedioso, chato e não inspira interesse.
Boa parte dessa "culpa", se é que se pode assim chamar o problema, é também dos professores. Aulas cansativas, abordagens enfadonhas e regras que visam apenas punir, controlar e conter, tornam tudo ainda mais fastioso. Na era da tecnologia e da informação é surreal exigir que crianças e adolescentes permaneçam sentados 5 ou 6 horas quietos, calados, copiando lições da lousa e preenchendo páginas e mais páginas do caderno (lembremos que isso sempre foi chato, desde a minha época nos anos 80, e continuará sendo).
Se nesses mesmos anos 80 não tínhamos salas de vídeo, sala de informática e material escolar entregue pelo Estado no começo de cada ano, é bom lembrar que havia muito menos escolas do que há hoje. E a exclusão escolar era gigantesca. Sem falar da evasão,repetência e por aí vai...
Vivemos tempos realmente difíceis, a violência e o fascínio das drogas, as distrações tecnológicas, tudo e muito mais impedem-nos de convencê-os de que aprender é importante, é bom, é prazeroso. E aprender, além de tudo, é melhor e mais importante que estudar simplesmente.
Caos, o que você aprendeu sobre a vida hoje?
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Os motivos de estudar
Hoje uma aluna pequenina veio perguntar se eu poderia ajudar sua mãe com alguns exercícios de matemática, se possível, já que ela estava tentando se preparar para um concurso público onde o grau máximo de escolaridade exigido era o Ensino Médio. A aluna é um doce, educada, gentil, centrada e ajuda os colegas sempre que pode, e foi com essa mesma doçura e educação que veio a mim pedindo ajuda. Ainda não tive a oportunidade de conhecer sua mãe, apesar das inúmeras reuniões de pais, e não sei também se foi ela quem pediu que viesse até mim, mas é lógico que aceitei o pedido de auxílio sem pensar muito. Na imensa maioria das vezes uma pequena ajuda com conteúdos muito simples já é o bastante para fazê-los.
Sentei em minha mesa e fiquei pensando uns instantes: somos um país fragmentado, temos um déficit educacional horroroso no passado e uma situação atual deplorável. Nada indica que as coisas vão melhorar (os banheiros das escolas são um símbolo e tanto disso, se você quiser observar como o Estado determina que jovens e crianças devem ser tratados em momentos tão íntimos e pessoais como simplesmente usar o toalete).
Quem estuda pouco ganha pouco, quem estuda mais ganha mais (ou, pelo menos tem maiores chances e oportunidades). E é óbvia e clara a relação direta que os estudos têm sobre a trajetória das pessoas. Em escola pública isso é bem comum, esses pedidos de auxílio feitos por parentes de alunos, tanto quanto o desinteresse e cansaço de outros alunos pela escola.
Todo esse cenário é por demais comovente para mim. Pais, filhos e filhas tentando melhorar de vida, vivendo a certeza de que o domínio sobre alguns números, cálculos e regras geométricas, o conhecimento das línguas, a sabedoria contida em alguns livros, pode e deverá certamente melhorar suas vidas.
Viver o dia na periferia, em escolas de periferia, não me deixa esquecer nenhum minuto de onde eu vim, o que eu sou e qual a minha vocação. Dar aula é o que eu sei fazer. Pais, filhos, alunos e afins. É maravilhoso olhar em volta e saber que você esta onde sempre quis estar.
Caos, você precisa de um reforço aí?
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Realidade

Hoje entrei no banheiro masculino dos alunos, um pequeno instante foi necessário para notar a velha desolação de sempre. Banheiros públicos são, em vias de regra, lugares terríveis de convivência. Principalmente em lugares mais pobres. Crianças, jovens e adolescentes desde muito cedo percebem a qual mundo pertencem, ao mundo do descaso e abandono, sujeira disfarçada, depredação e horror num ambiente sempre deprimente. Pobres desde pequenos são condicionados a isso, como que de propósito, como se nos dissessem de onde viemos e nos lembrassem onde deveríamos ficar para sempre.
Do outro lado da cidade, em shoppings centers de luxo, em cinemas caros, há mármore, espelhos e louça de primeira. Ninguém se importa mesmo com a coisa pública, este é o fato. Especialmente quando é para servir uma população já sofrida e que sabe tão pouco sobre seus direitos. É apenas um banheiro. É tudo. É o que realmente importa.
Do outro lado da cidade, em shoppings centers de luxo, em cinemas caros, há mármore, espelhos e louça de primeira. Ninguém se importa mesmo com a coisa pública, este é o fato. Especialmente quando é para servir uma população já sofrida e que sabe tão pouco sobre seus direitos. É apenas um banheiro. É tudo. É o que realmente importa.
Caos, número 1 ou número 2?
domingo, 5 de agosto de 2018
sábado, 4 de agosto de 2018
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
A matemática ensinada nas escolas é burra, pouco intuitiva e formatada em moldes pouco inteligíveis. Na periferia a matemática é objetiva, rápida e sucinta. E os alunos precisam desse tipo de abordagem (tais como medições,contagem prática, mensurações objetivas, etc). Como professor e como ex aluno dessa mesma escola do Estado reconheço e vejo por dentro todas as dificuldades, especialmente quanto ao espaço para trabalhar e agir. Somos orientados e praticamente intimados a cumprir "metas", atingir números e índices, alcançar e superar gráficos de anos anteriores. Nos alunos, especificamente, pouco se pensa. Tudo vem mastigado e digerido já desde cima. Pouco ou nada (se o professor for seguir os ritos obrigatórios) se pode fazer quanto a intuição e inventividade. Daí você entende os motivos de a escola pública estadual ser tão ruim, especialmente em Matemática e outras disciplinas em exatas.
Caos, qual matemática você gostaria de estudar?
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
Sobre as coisas da vida

Segundo dia de volta às aulas.
Hoje, enquanto conversava numa sala de 5 série (atual 6 ano), estava recomendando que os alunos deixassem a apostila já usada de Matemática em casa, pois logo usaremos a nova para esse início de semestre. Lembrei da imagem aterradora de folhas ao vento, milhões delas sobre as ruas do bairro no entorno da escola, cadernos usados, livros usados, apostilas usadas. Tudo rasgado pelo chão atirados pelos alunos. A maioria entende que esse tipo de material deve ser descartado tão logo termine um bimestre escolar... Então me apressei em dizer que seria bacana guardarem o material à posteridade. Logo suas letras mudariam em muito e, com o passar dos anos, cada rabisco e cada anotação seria como um tesouro redescoberto. Suas próprias assinaturas estariam completamente diferentes, o detalhe de uma vogal, o desenho na contra capa, toda aquela infinidade de datas e lições dizendo algo sobre seu passado, suas histórias contadas em páginas escolares. Eu dizia isso e me sentia um velho chato resmungão buscando neles uma nostalgia que ainda não têm - e nem poderiam ter. Comecei a sentir raiva de mim mesmo enquanto falava (faço isso com bastante frequência) e tentei resumir coisa e outra sobre a magia de carregar e manter sua própria história. Ainda que, hoje, aquilo tudo pudesse parecer chato e um monte de papel riscado.
Hoje, enquanto conversava numa sala de 5 série (atual 6 ano), estava recomendando que os alunos deixassem a apostila já usada de Matemática em casa, pois logo usaremos a nova para esse início de semestre. Lembrei da imagem aterradora de folhas ao vento, milhões delas sobre as ruas do bairro no entorno da escola, cadernos usados, livros usados, apostilas usadas. Tudo rasgado pelo chão atirados pelos alunos. A maioria entende que esse tipo de material deve ser descartado tão logo termine um bimestre escolar... Então me apressei em dizer que seria bacana guardarem o material à posteridade. Logo suas letras mudariam em muito e, com o passar dos anos, cada rabisco e cada anotação seria como um tesouro redescoberto. Suas próprias assinaturas estariam completamente diferentes, o detalhe de uma vogal, o desenho na contra capa, toda aquela infinidade de datas e lições dizendo algo sobre seu passado, suas histórias contadas em páginas escolares. Eu dizia isso e me sentia um velho chato resmungão buscando neles uma nostalgia que ainda não têm - e nem poderiam ter. Comecei a sentir raiva de mim mesmo enquanto falava (faço isso com bastante frequência) e tentei resumir coisa e outra sobre a magia de carregar e manter sua própria história. Ainda que, hoje, aquilo tudo pudesse parecer chato e um monte de papel riscado.
Sentei, abri o diário de classe para fazer a chamada e tentei diminuir os auto-insultos que repetia, quando ouvi uma aluna dizendo para outra "estava com saudades dessas conversas sobre a vida". Meu coração se encheu de ternura. Fiquei sem jeito (faço isso com bastante frequência) e não deixei que notasse ter ouvido, um sorriso por dentro me fez notar o quanto subestimamos a capacidade humana de sentir. E sentir, é a única coisa que nos faz realmente diferente de tudo no universo.
PS: essa aluna tem 11 anos de idade.
Caos, com qual frequência você costuma conversar sobre a vida?
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Fim de festa

Pior que fim de férias e voltar ao batente é notar o quão pouco as coisas mudaram. Barulho, agitação, desordem e alunos falando pelos cotovelos. Mas ainda assim prefiro esse caos organizado que o murmúrio de professor preguiçoso reclamando de tudo. É justo queixar-se dos desacertos, problemas pontuais e questões importantes que atrapalham o nosso trabalho de maneira efetiva, mas, disparar uma metralhadora de resmungos em pleno primeiro dia de aula é de lascar. Nenhum profissional deveria ser obrigado a exercer seu trabalho sob tais situações de assédio. Já me basta o Estado açoitando-me as costas todos os dias indignos dentro da escola.
Caos, bem vindo de volta!
terça-feira, 31 de julho de 2018
Re-Planejamento 1
Por que somos idiotas tão mesmo?
Por que somos idiotas tão mesmo?
Somos um bando de cordeiros cagões que sujam e degradam o lugar onde vive.
Caos, último dia de férias.
segunda-feira, 30 de julho de 2018
Re-Planejamento 2
Por que somos idiotas mesmo?
Por que somos idiotas mesmo?
Caos, vai começar tudo de novo.
domingo, 29 de julho de 2018
sábado, 28 de julho de 2018
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Rio: eu te amo!
[das curiosidades entre Rio e SP]
Museu do Amanhã


Poucas coisas me deixaram tão maravilhados na vida como ter conhecido esse lugar. Do oceano atlântico a frente, de onde vieram a família real e toda a sua corja fugida de Napoleão, até o centro histórico com fachadas seculares enormes, tudo é novidade para quem viveu toda a existência em São Paulo. Uma metrópole sem praia.
É impossível descrever toda a beleza do lugar e eu nem vou tentar, seria perda de tempo. É uma maravilhosa obra de engenharia custeada pelo dinheiro público.E útil em tempos difíceis onde cultura e informação andam tão deturpadas. Recomendo fortemente visitar o lugar para quem for ao Rio, não outra experiência igual no país (e olha que nem falei das exposições). Professores, com muita honra, nada pagam para entrar e apreciar. É de fato um local único dentre todos os outros na cidade maravilhosa.
É impossível descrever toda a beleza do lugar e eu nem vou tentar, seria perda de tempo. É uma maravilhosa obra de engenharia custeada pelo dinheiro público.E útil em tempos difíceis onde cultura e informação andam tão deturpadas. Recomendo fortemente visitar o lugar para quem for ao Rio, não outra experiência igual no país (e olha que nem falei das exposições). Professores, com muita honra, nada pagam para entrar e apreciar. É de fato um local único dentre todos os outros na cidade maravilhosa.
Caos, como se soletra píer?
domingo, 22 de julho de 2018
Rio: eu te amo!
[das curiosidades entre Rio e SP]
Mobilidade, aeroporto

O aeroporto do Rio fica exatamente na região central, o que facilita um absurdo, especialmente se você estiver com malas, crianças e/ou um acompanhante idoso e estiver com pouco dinheiro. Em SP você sai do aeroporto e dá de cara a Av. Washington Luis, um amontoado grotesco de prédios, gente, trânsito e cansaço. Nada mais. Quer chegar à zona leste? Se vira. Quer saber como ir até a estação central da Sé e de lá pegar o trem para Luz? Se vira.
A desembarcar no Santos Dumont é possível não apenas comprar como carregar o bilhete único (Rio Card) de uma só vez através das máquinas de auto atendimento. Tudo muito rápido e prático. Lá fora te espera o moderno VLT que tranquilamente conecta às várias linhas disponíveis de metrô, trens e ônibus da cidade. Daí é só correr pro abraço e curtir o lugar (use o Maps do Google e tudo fica simples de resolver).
Em SP nenhuma alma saberá te dar informação sobre bilhete único, sobre onde carrega, como carrega, sobre cadastramento junto a SPTrans e menos ainda acerca das linhas de metrô, ônibus e trem mais próximas. O máximo que dirão é onde fica o próximo ponto, talvez nem isso. A única coisa chata no transporte do Rio é a falta de integração com uma mesma tarifa, em SP é possível tomar 4 ônibus pagando R$ 4,00 (valor vigente em 2018). Já no Rio essa integração "gratuita" é possível nos VLT no intervalo de uma hora entre as linhas, ou entre 2 ônibus (desde que sejam de linhas/itinerários diferentes) desde que você gaste horas do seu dia efetuando um cadastro cansativo de renda, endereço, e-mail, confirmação de e-mail, senha, login, cadastro de novo, endereço, login, etc. Caso contrário terá de pagar por cada passagem a cada ônibus que tomar (o que, de maneira prática, transforma o bilhete numa inutilidade)
Não andei pela cidade nos horários de pico, propositalmente, e por isso não enfrentei engarrafamentos, trânsito, lentidão ou coisa parecida. Usei basicamente VLT e metrô (sempre recomendável,se possível) e tive uma agradável noção de como essa metrópole funciona. Imagino que lá, como cá, a população sofra horrores para ir e vir, especialmente pelo preço mais alto das tarifas e os incontáveis ônibus sem ar condicionado. Mas toda a experiência que tive como turista foi única: prática, rápida e intuitiva. Tudo o que um sujeito que nunca havia andado por esses lados precisava.
Caos, você conhece o Museu do Amanhã?
sábado, 21 de julho de 2018
Rio: eu te amo!
[das curiosidades entre Rio e SP]
Mobilidade, metrô/praia/metrô

Caos, você já esteve em Manguinhos?
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
#DiaLetivo009
Planejamento_2:

Uma das minhas maiores decepções como professor foi notar o quanto somos desorganizados, preguiçosos e pouco criativos. Educação tem a ver com o encanto, a sedução e a beleza de forma e de abordagem. Se somos incapazes de criar, inventar, somos incapazes de ensinar com eficiência. O resultado, então, é desinteresse, indisciplina e ódio contra a escola e tudo o que nela há.
Caos, você vem hoje?
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
#DiaLetivo008
Planejamento_1:
Sempre penso nessas reuniões o quanto as salas de aula podem ser chatas. Conteúdo denso, didática engessada, porque tudo tem que ser tão chato?
Sempre saio desses Planejamentos certo de que a escola é um porre, ainda mais para jovens sedentos por um conhecimento que os livros e apostilas não contém.
Caos, bons planos para você...
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